O ambiente no Real Madrid está a atingir níveis raramente vistos nos últimos anos. A derrota por 2 a 0 diante do Celta, em pleno Santiago Bernabéu, não foi apenas mais um tropeço: foi um alerta sonoro de que algo profundo está quebrado na estrutura da equipa. O clube, conhecido mundialmente pela estabilidade competitiva e pela mentalidade vencedora, vive agora uma fase em que resultados, desempenho e confiança caminham juntos rumo ao declínio.
“Há momentos em que a derrota dói, mas esta preocupa. A equipa parece sem alma”
Afirmou um analista da rádio espanhola após o apito final. A sensação no ar é exatamente essa — um Real Madrid pesado, sem identidade e cada vez mais distante da liderança.

Os erros que culminaram no revés contra o Celta não surgiram do nada. São reflexo de semanas de futebol irregular, marcado por decisões questionáveis e por jogadores que parecem carregar um desgaste mental e físico evidente.
Hoje, o torcedor madridista olha para o campo e vê um time que não assusta, que não cria perigo com constância e que depende de lampejos individuais para sobreviver.
Entre os fatores mais preocupantes, destacam-se:
- Ruptura tática visível, com setores desconectados;
- Falta de intensidade, algo raro na história recente do clube;
- Jogadores em queda técnica prolongada;
- Problemas no meio-campo, que já não dita o ritmo como antes;
- Pressão psicológica crescente, refletida em erros simples;
- Dificuldade em reagir em momentos cruciais das partidas.

Um jogador, fora dos holofotes, comentou de forma reservada: “O vestiário sente que algo precisa mudar. Estamos perdendo confiança entre nós mesmos”.
Nesse cenário turbulento, o nome de Xabi Alonso passa a ocupar o centro da tempestade. O treinador, contratado com grande expectativa devido ao seu sucesso no futebol alemão, agora enfrenta cobranças intensas e diretas. A direção quer respostas. A torcida exige atitude. E a imprensa questiona se ele realmente tem mão forte para lidar com um elenco tão exigente quanto o do Real Madrid.
Segundo fontes internas, a presidência teria pedido a Alonso “uma mudança imediata de postura e resultados”, deixando claro que o ciclo pode encurtar-se se a curva descendente continuar.
Mesmo pressionado, Xabi Alonso tenta manter a serenidade:
“O momento é difícil, mas não vou fugir. Sei onde estou e o que este clube exige. Vamos reagir”
Afirmou na coletiva pós-jogo, embora seu discurso pareça menos convincente a cada jornada.
A verdade é que o Real Madrid vive uma encruzilhada. A equipa precisa reencontrar sua essência competitiva, recuperar intensidade e voltar a dominar jogos. Caso contrário, esta fase não será apenas uma turbulência — poderá marcar uma das maiores crises desportivas do clube nos últimos anos.
Agora, todos os olhos se voltam para o próximo jogo. Não apenas um jogo: um julgamento silencioso, onde o Real Madrid decide seu destino — e Xabi Alonso, talvez, o seu futuro.