Rodrygo abre caminho, mas O’Reilly e Haaland comandam virada inglesa; torcedores vaiam, erros se acumulam e Merengues deixam o G-4 da Champions
Em uma noite carregada de tensão no Santiago Bernabéu, o Manchester City virou sobre o Real Madrid por 2 a 1, nesta quarta-feira (10), pela sexta rodada da fase de liga da UEFA Champions League. O duelo, que já era decisivo para as duas equipes, transformou-se em um retrato fiel da crise que abala o time de Xabi Alonso, que volta a ser questionado após mais uma atuação instável e emocionalmente frágil.

Real Madrid começa bem, mas desmorona
A partida começou com ritmo intenso, e o Real Madrid parecia disposto a responder às críticas recentes. Rodrygo abriu o placar em jogada de velocidade, arrancando aplausos e renovando esperanças na arquibancada.
No entanto, o brilho durou pouco.
O time, que já vinha sofrendo com erros de posicionamento e perda de foco, voltou a oscilar. As falhas reapareceram justamente quando o City começou a crescer em campo, explorando espaços e impondo seu estilo de jogo.
O’Reilly empata e muda o clima no Bernabéu
O empate veio com O’Reilly, que aproveitou um descuido da defesa merengue, finalizando com precisão e silencioso o estádio por alguns segundos. O gol expôs novamente a vulnerabilidade defensiva do Real Madrid — um problema que já se tornou recorrente e que aumenta ainda mais a pressão sobre Xabi Alonso.
A partir daí, a atmosfera mudou completamente: nervosismo, passes apressados, e uma torcida que passou do incentivo às vaias em menos de quinze minutos.

Haaland decide e City mostra força emocional
O gol da virada saiu dos pés de Erling Haaland, que selou a vitória inglesa com a frieza habitual. O norueguês encontrou espaço, atacou a linha defensiva e marcou o gol que sacramentou a virada e o controle emocional do City no jogo.
Enquanto os ingleses se mostravam confiantes e bem organizados, o Real Madrid parecia entregue, acumulando erros técnicos e deixando escapar oportunidades importantes.
Vaias, pressão e saída do G-4
Com o apito final, as vaias tomaram conta do Bernabéu. A torcida, já impaciente, não poupou críticas à equipe e especialmente ao seu treinador.
O resultado ainda teve impacto direto na tabela: o Real Madrid sai do G-4 da Champions, aumentando o clima de urgência e inquietação no clube.
Para o Manchester City, a vitória representa mais que três pontos, significa fôlego na competição, confiança renovada e a confirmação de que o time sabe reagir mesmo em ambientes hostis.